O BOM DA VIDA É... #5
PICOLÉ DE LIMÃO DO MOÇO DA ESQUINA
Oioi,
Nesta edição pré-carnavalesca, temos um filme, uma imagem que prova que VELHO É CHIQUE - pra não perder a viagem e o mantra -, e uma sorveteria, para arrefecer.
Beijo
PS: Esse conteúdo está disponível também no perfil @obomdavida.ig, no Insta, e no site www.nataliadornellas.com.br.
refresco. SORVETE “COUTURE”
Sorvetes feitos na hora e que não contém gordura hidrogenada, conservantes e saborizantes são a proposta da Uaiê, bom em Tupi-Guarani. Localizada no coração do São Pedro, pertinho do Dona Lucinha Matriz, a sorveteria do chef Pedro Barbosa é um oásis para esses dias calientes.
Com alma 100% brasileira, Pedro se utiliza de frutas e ingredientes de pequenos produtores locais, e todos os sorvetes são finalizados na hora, como se fossem sobremesas, com flores, brotos ou outros elementos que trazem textura e belezura.
Experimentei o de “Broinha de Fubá recheada com creme de baunilha e sorvete de canela”, e amei.
SERVIÇO: Rua Padre Odorico, 78, São Pedro, Beagá.
velhoéchique. OLD IS SILVER
FOTO: DAN SIMANTOV/23CARAT
streaming. COZINHAR, COMER E AMAR
🖤 “O Sabor da Vida”: Prime Vídeo
Uma cozinha francesa do fim do século XIX (mais precisamente 1885) serve como cenário para esse romance maduro cujos predicados não me atreverei a usar para não soar piegas. Acompanhamos Eugénie (Juliette Binoche) e Dodin (Benoît Magimel), cuja relação de trabalho/amor já chega a duas décadas. Em seu entorno gravitam muitas panelas e ingredientes, que juro, muitas vezes assumem papel de coadjuvantes, e as adoráveis Viollete e Pauline, aprendizes interessadas no ofício da cozinha, afinal estamos falando da França pós-Marie-Antoine Carême.
Num tempo distante em que quase tudo o que há de bom sobre a mesa já parece ter sido criado, Dodin é uma espécie de chef honorário, a quem as autoridades pedem bênção, e Eugénie, a cozinha perfeita.
Para quem espera um romance ardente, em “O Sabor da Vida”, o amor é cozido em banho-maria, leva tempo, tem noites de porta aberta e outras de fechadura trancada. Sim, como amantes sem um vínculo formal, nossos protagonistas dividem a mesma casa, mas em quartos separados, embora o desejo dele seja de fronteiras permanentemente abertas. Doudin quer vínculo formal, porta escancarada, enquanto que sua amada prefere levar a vida com liberdade, apesar de amá-lo - disclaimer: Juliette e Benoît foram namorados na vida real.
A virada do filme acontece quando ele inverte os papeis e resolve cozinhar para sua amada, servi-la, e nessa experiência a cereja do bolo é uma aliança, colocada sutilmente na sobremesa. Sua proposta é de passarem juntos o “outono de suas vidas” (a velhice). Proposta mais linda eu desconheço.






AMEI, NAT! :)